A POÉTICA DE JOÃO CABRAL DE MELO NETO À LUZ DA CONCEPÇÃO ONTOESTÉTICA DE GYÖRGY LUKÁCS
A ARTE COMO AUTOCONSCIÊNCIA DO GÊNERO HUMANO
Palabras clave:
Ontoestética; Literatura; João Cabral de Melo Neto.Resumen
O artigo examina a obra poética de João Cabral de Melo Neto à luz da concepção ontoestética de György Lukács, destacando como a estética do poeta se articula com a visão materialista e histórica da arte anunciada pelo filósofo húngaro. A concepção ontoestética de Lukács afirma que a arte autêntica, ao configurar-se como uma forma de conhecimento genuíno, suspende a imediatez da vida cotidiana e revela as individualidades dentro do tempo histórico em que estas se inserem, desvelando a objetividade e a memória social de uma época. Nesse contexto, a obra poética de João Cabral de Melo Neto é estabelecida como um exemplar dessa proposta estética, pois sua poesia expressa uma relação orgânica com a objetividade, de maneira que a subjetividade do poeta contribui para revelar um conhecimento autêntico do mundo. Sua obra poética, ao explorar a objetividade e suas contradições, manifesta-se como um reflexo do mundo histórico e social, alinhando-se à concepção de Lukács sobre a arte como autoconsciência do gênero humano.
