AS RELAÇÕES DE TRABALHO EM PRODUÇÕES AUDIOVISUAIS: REFLEXÕES SOBRE UMA ESTRATÉGIA PEDAGÓGICA VOLTADA À FORMAÇÃO CRÍTICA DE ESTUDANTE

Autores

Palavras-chave:

Trabalho, Educação, Audiovisual

Resumo

Ao tratar sobre as relações de trabalho nas produções audiovisuais e sua implementação no ambiente escolar, buscamos, neste artigo, analisar filmes que constroem narrativas sobre os modos de produção do trabalho capitalista e neoliberal, além de propor estratégias para sua utilização crítica no contexto educacional. A compreensão sobre o mundo do trabalho é abordada a partir das seguintes obras: Filme Socialismo (GODARD, Jean-Luc, França, Drama, 102 min, 2010), que retrata as mazelas da sociedade diante do capitalismo, evidenciando os problemas econômicos e sociais em um contexto de pós-modernidade; Pão e Rosas (LOACH, Ken, Inglaterra, Drama, 1h 52m, 2000) conta a história da saga dos trabalhadores ilegais mexicanos, sintetizados na trajetória de duas irmãs, que lutam para conseguir trabalho e qualidade de vida nos EUA; Eu, Daniel Blake (LOACH, Ken, Inglaterra, Drama, 100 min, 2016), que conta a história do personagem Daniel, impedido de receber auxílio de saúde relacionado ao seu trabalho. Ele luta por seus direitos, mas encontra uma burocracia excessiva, pois todo o processo é realizado via internet — o que exclui aqueles sem acesso às tecnologias. Após a exibição dos filmes para estudantes do 3º ano do ensino médio de uma escola localizada em Icaraí, no município de Caucaia-CE, promoveram-se debates que buscaram desenvolver o senso crítico dos alunos (as) sobre temas como exploração, alienação, ideologia e discurso sobre o trabalho, a partir da linguagem audiovisual e de suas próprias experiências profissionais. Muitos desses estudantes, embora estejam em regime de tempo integral, exercem atividades relacionadas ao turismo nos finais de semana. O referencial teórico adotado baseia-se na obra Manuscritos Econômicos de 1844, do filósofo Karl Marx, que apresenta o Trabalho como positivo e negativo. A pesquisa também dialoga com Dialética do Espectador, do cineasta e teórico marxista Tomás Gutiérrez Alea, que defende o papel do cinema na transformação social e na formação crítica do espectador. Conclui-se que a inserção da linguagem audiovisual no contexto educacional pode contribuir significativamente para o desenvolvimento de uma educação crítica.

Biografia do Autor

Emerson Ellano Dutra Praciano, Secretaria de Educação do Ceará - SEDUC

Doutorando em Educação UFC, Mestrado Profissional em Filosofia pela UFC, pós em ensino de História e em Cinema. Graduado em Filosofia, História e Cinema. Professor pela SEDUC e Cineasta. E-mail: emerson.praciano@prof.ce.gov.br. Orcid: 0009-0000-4109-7521. Lattes:

Valdemarim Coelho Gomes, Universidade Federal do Ceará - UFC

Graduado em Geografia (Licenciatura Plena) pela Universidade Estadual do Ceará (2003); Mestre em Educação pela Universidade Estadual do Ceará (2006); Doutor em Educação pela Universidade Federal do Ceará (2010). Professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará (Departamento de Fundamentos da Educação / Programa de Pós-Graduação em Educação). E-mail: mariocoelho@ufc.br. Orcid: 0000-0002-6144-1972. Lattes: http://lattes.cnpq.br/8742258860132699.

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Publicado

31-07-2026

Edição

Seção

Artigos