EDUCAÇÃO E POBREZA NO CONTEXTO DE CRISE ESTRUTURAL DO CAPITAL
OS RELATÓRIOS DE MONITORAMENTO GLOBAL DA EDUCAÇÃO DO BANCO MUNDIAL
Palavras-chave:
Educação, Crise EStrutural do Capital, Relatórios de monitoramento global da educaçãoResumo
Este artigo tem como objetivo analisar a tarefa atribuída à educação em reduzir a pobreza nos países da periferia do capital, com destaque para a problemática do desemprego e da escolarização entre os jovens trabalhadores no Brasil no contexto de crise estrutural do capital. A pesquisa, de cunho teórico-bibliográfica e documental, parte do referencial marxiano-meszariano, no rastreio categorial da relação da educação, desemprego e a pobreza da classe trabalhadora, articulada com as políticas educacionais brasileiras destinadas a juventude pobre que se encontra em condição de desemprego e violência. Utiliza-se como aporte teórico obras de Marx (2011), Mészáros (2000, 2002, 2009), Foster (2013) e Saviani (2003). Para a análise documental, estudou-se os relatórios da Unesco (2016, 2021, 112023, 2024b). Em linhas gerais, destacamos que apesar dos dados financeiros positivos divulgados pelo Banco Mundial, desde o ano de 2015, as reformas impostas no âmbito educacional em países em desenvolvimento não formam sujeitos livres e emancipados, ao contrário, contribuem para que os indivíduos reproduzam a ideologia dominante, ampliando o capital e não superando a crise atual.
