BALZAC E A TRAGÉDIA DA MERCADORIA

O PODER DESTRUTIVO DO CAPITAL NAS RELAÇÕES HUMANAS

Autores/as

  • Lenha Aparecida Silva Diógenes Secretaria de Educação do Ceará - SEDUC
  • Osmar Martins de Souza Unespar
  • Cristiane Porfírio de Oliveira do Rio Universidade Estadual do Ceará

Palabras clave:

Estética lukacsiana;, Reificação, Literatura realista de Balzac

Resumen

O presente artigo analisa, à luz da estética lukacsiana e da literatura realista de Honoré de Balzac, o modo pelo qual o capitalismo e a lógica da mercadoria promovem a degradação moral e afetiva das relações humanas, revelando o poder destrutivo do capital sobre a subjetividade e a sociabilidade. As obras O Pai Goriot, Eugênia Grandet e Ilusões Perdidas são interpretadas como representações estéticas das contradições sociais do século XIX. O estudo organiza-se nas seguintes seções: Introdução; O capital e a reificação do ser humano; A mercadoria e a degradação moral e afetiva das relações humanas; A literatura realista de Balzac e a defesa do humanismo; e considerações finais. A pesquisa, de caráter teórico-bibliográfico, estabelece um diálogo entre Balzac (2012;2013) e pensadores como Marx (2010;2013); Engels (2010) e Lukács (1966,1978 e 2010). Conclui-se que a mercadoria submete a subjetividade e os vínculos afetivos às determinações do capital, conduzindo à reificação do ser humano. Nesse contexto, a literatura realista de Honoré de Balzac, sob a perspectiva da estética lukacsiana, configura-se como uma forma de resistência estética e ontológica, reafirmando o valor do humanismo frente à desumanização imposta pelo sistema destrutivo do capital.

Biografía del autor/a

Lenha Aparecida Silva Diógenes, Secretaria de Educação do Ceará - SEDUC

Mestra e Doutora em Educação pela Universidade Federal do Ceara (UFC). Professora da Rede Estadual
de Ensino do Ceará-SEDUC/CE. E-mail:lenha.diogenes@prof.ce.gov.br

Publicado

2025-12-31

Número

Sección

Artigos