BALZAC E A TRAGÉDIA DA MERCADORIA
O PODER DESTRUTIVO DO CAPITAL NAS RELAÇÕES HUMANAS
Palabras clave:
Estética lukacsiana;, Reificação, Literatura realista de BalzacResumen
O presente artigo analisa, à luz da estética lukacsiana e da literatura realista de Honoré de Balzac, o modo pelo qual o capitalismo e a lógica da mercadoria promovem a degradação moral e afetiva das relações humanas, revelando o poder destrutivo do capital sobre a subjetividade e a sociabilidade. As obras O Pai Goriot, Eugênia Grandet e Ilusões Perdidas são interpretadas como representações estéticas das contradições sociais do século XIX. O estudo organiza-se nas seguintes seções: Introdução; O capital e a reificação do ser humano; A mercadoria e a degradação moral e afetiva das relações humanas; A literatura realista de Balzac e a defesa do humanismo; e considerações finais. A pesquisa, de caráter teórico-bibliográfico, estabelece um diálogo entre Balzac (2012;2013) e pensadores como Marx (2010;2013); Engels (2010) e Lukács (1966,1978 e 2010). Conclui-se que a mercadoria submete a subjetividade e os vínculos afetivos às determinações do capital, conduzindo à reificação do ser humano. Nesse contexto, a literatura realista de Honoré de Balzac, sob a perspectiva da estética lukacsiana, configura-se como uma forma de resistência estética e ontológica, reafirmando o valor do humanismo frente à desumanização imposta pelo sistema destrutivo do capital.
